Cinco parentes da vítima testaram positivo para doença. Eles acreditam que foram contaminados antes da morte de Nilzete Porfiria. Prefeitura nega liberação.

A família da idosa de 77 anos, que morreu diagnosticada com Covid-19 em Cairu, no baixo-sul da Bahia, negou nesta quarta-feira (13), que o caixão dela tenha sido aberto antes do sepultamento. A família também disse que a prefeitura da cidade não falou para ela que existia a suspeita de contaminação por coronavírus e liberou o velório. Órgão nega que não avisou para os familiares.
De acordo com os familiares, Nilzete Porfiria dos Santos Souza morava no distrito de Gamboa, em Cairu. A idosa apresentou febre no domingo (3) e foi levada em um posto de saúde da localidade na terça-feira (5), quando foi avaliada por uma médica, que disse que os sintomas poderiam ser princípio de pneumonia ou infecção urinária, por causa da idade.
Os familiares informaram que a médica passou um medicamento e pediu para a idosa retornar ao local na quinta-feira (7), quando ela atenderia no local. Na quinta, a família de Nilzete voltou a levar a idosa, que tinha piorado e apresentava temperatura e pressão altas, para o posto de saúde.
Foi quando após ser atendida no posto, Nilzete foi transferida para um hospital no município de Valença, onde ela morreu. A família da idosa ressaltou que em momento algum a médica falou em suspeita de Covid-19.
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