Após retorno de recursos que estavam em análise no TJ-PR, 2ª Vara Criminal de Guarapuava enviou o caso para a 1ª Vara Criminal, que tem competência para realizar os tribunais de júri.
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Luis Felipe Manvailer foi acusado pelo MP-PR de homicídio qualificado, fraude processual e cárcere privado — Foto: Reprodução
Após retorno de recursos que eram analisados no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), a 2ª Vara Criminal de Guarapuava, na região central do estado, mandou que seja marcada a data para o júri popular de Luís Felipe Manvailer, réu pela morte da advogada advogada Tatiane Spitzner.
A decisão foi emitida na sexta-feira (17). A 2ª Vara Criminal enviou o caso para a 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri, a quem compete marcar o julgamento.
Manvailer, que está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), é acusado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia mecânica, dificultar a defesa da vítima, além de feminicídio.
Na denúncia, os promotores também acusaram que o réu cometeu fraude processual e cárcere privado.
A advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 de julho de 2018 no apartamento em que morava em Guarapuava.
O que se sabe do caso de Tatian
Em junho, após 12 horas de julgamento, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negaram um pedido de habeas corpus e mantiveram a prisão preventiva de Manvailer.
O que diz a defesa
O advogado Claudio Dalledone, que defende Luís Felipe Manvailer informou que a defesa recebeu a decisão "com a convicção de sua inocência".
"Convicção essa que fez a defesa desistir de seus recursos em instâncias superiores e pedir à justiça que o levasse ao povo para ser julgado", disse.
"Convicção essa que fez a defesa desistir de seus recursos em instâncias superiores e pedir à justiça que o levasse ao povo para ser julgado", disse.
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Advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta em Guarapuava — Foto: Reprodução/TV Globo
Relembre o caso
Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 de julho de 2018. De acordo com a Polícia Militar (PM), houve um chamado informando que uma mulher teria saltado ou sido jogada de um prédio.
A polícia informou que encontrou sangue na calçada do prédio ao chegar no local. Testemunhas disseram que um homem carregou o corpo para dentro do edifício. Conforme a PM, o corpo de Tatiane estava dentro do apartamento.
Imagens mostram agressões de marido a advogada que caiu do 4º andar de prédio
Luis Felipe Manvailer foi preso horas depois da morte da advogada ao se envolver em um acidente na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. A cidade fica a aproximadamente 340 quilômetros de Guarapuava, onde o crime aconteceu.
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Câmeras registraram agressões do marido a advogada Tatiane Spitzner no elevador do prédio — Foto: Câmeras de segurança
Durante uma audiência de custódia, Manvailer negou que tenha matado a esposa e disse que advogada cometeu suicídio. O acusado disse ainda que se acidentou porque a imagem de Tatiane pulando da sacada não saía da cabeça dele. Para a Polícia Civil, Manvailer tentava fugir para o Paraguai.
Em uma audiência de instrução, no dia 21 de março, o acusado negou novamente que matou a advogada. Ele declarou que a família de Tatiane influenciou algumas testemunhas que disseram na delegacia que haviam ouvido a advogada gritando durante a queda.
Segundo Manvailer, as testemunhas mudaram o depoimento nas audiências. No mesmo dia, o acusado preferiu não responder ao questionário feito pela Justiça e a audiência foi encerrada.
Luís Felipe Manvailer, de 32 anos, professor universitário de biologia, era casado com Tatiane desde 2013, e o casal não tinha filhos.
Fonte: G1
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